Conheça o Vote Pelo Clima
A eleição é uma das oportunidades mais poderosas para exercer o seu poder cidadão e provocar a mudança que você quer ver no Brasil.
Mas, em meio a tantas promessas, como encontrar candidaturas com propostas concretas para uma vida melhor?
O Vote Pelo Clima te ajuda a encontrar essas pessoas que conectam a agenda climática com áreas essenciais para a sua vida.
Seleção das candidaturas
Não é qualquer candidatura que pode integrar a plataforma.
Cada inscrição passa por uma avaliação em etapas:
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1
Se possui candidatura válida no TSE
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2
Se não propaga discursos de ódio na internet
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3
Se não possui histórico de crime ambiental
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4
Se aderiu aos 4 compromissos mínimos estabelecidos pelo Vote pelo Clima, quais sejam:
A proteção da democracia como um dever permanente dos representantes eleitos pela população;
A proteção dos direitos humanos, considerando a justiça climática como princípio transversal de quaisquer políticas sociais e econômicas;
O enfrentamento da crise climática, tanto na mitigação, prevenção e redução de riscos de desastres quanto na adaptação;
Respeito aos limites ecológicos do planeta, como a produção e consumo dentro da capacidade que a Terra tem de se regenerar.
Bandeiras políticas
Para a seleção das 20 bandeiras, que se relacionam com a agenda climática, o Clima de Política desenvolveu ao longo de seus anos de atuação em mapeamento, monitoramento e análise legislativa uma categorização de temas direta ou indiretamente impactados pelo clima e que são prioritários para a vida das pessoas, baseados em: edições anteriores do Vote pelo Clima, nos planos setoriais e temáticos do Plano Clima do Governo Federal Brasileiro, nos seis eixos da Agenda de Ação da COP30 e na agenda legislativa do Observatório do Clima nas Eleições.
Conheça as 20 bandeiras políticas, que você encontrará nos filtros das candidaturas de 2026:
Proteção e recuperação de recursos hídricos e criação de infraestruturas adequadas para garantir acesso à água potável e tratamento de esgoto para todas as pessoas.
Incentivos e garantias para uma produção de alimentos vindos de um uso sustentável do solo, amplo acesso a produtos locais e alimentos mais saudáveis, além do combate à fome e promoção da soberania alimentar.
Valorização da diversidade cultural, dos saberes contemporâneos e tradicionais e das expressões e produções artísticas que fortalecem e protegem relações comunitárias e territoriais, bens e patrimônios, materiais e imateriais, respeitando as diversidades e regionalidades.
Transformação das atividades econômicas e das relações de produção e consumo com a transição justa para uma economia de baixo carbono, incluindo diversificação econômica, geração de empregos dignos, proteção social e laboral, e combate às desigualdades socioeconômicas.
Promoção de uma educação climática crítica e sistêmica, que fortaleça a formação cidadã, assim como o desenvolvimento da infraestrutura escolar e comunitária, resiliente a eventos climáticos extremos.
Disponibilidade e acessibilidade às fontes de energia renováveis, tais como energia solar e eólica, além do afastamento gradual e definitivo do uso dos combustíveis fósseis e mudanças na produção de energia, a fim de promover a soberania energética.
Proteção e participação política ativa de grupos mais afetados pela crise climática, como mulheres, pessoas não conformantes de gênero, pessoas negras, povos e comunidades tradicionais, além do enfrentamento e combate a todas as formas de exclusão, preconceito e discriminação relacionados às desigualdades de gênero e raça.
Promoção da gestão dos resíduos sólidos, com participação de catadores e valorização das práticas de coleta, tratamento e descarte, priorizando redução, reuso e reciclagem.
Criação, gestão e monitoramento de instituições, estruturas e processos transparentes, participativos, inclusivos, eficientes e responsabilizáveis, que assegurem decisões políticas orientadas pelo interesse coletivo, de forma a viabilizar a transição climática justa.
Conservação, restauração e regeneração da biodiversidade e meio ambiente, urbano e rural, assim como prevenção e redução de atividades nocivas, promovendo a sustentabilidade e o equilíbrio ecológico.
Defesa da função social da propriedade, com mecanismos para viabilizar o acesso à moradia e habitação digna, segura, resiliente e eficiente.
Conservação, restauração e regeneração da biodiversidade marinha, oceanos e zonas costeiras, assim como prevenção e redução de atividades nocivas, promovendo a sustentabilidade e o equilíbrio ecológico.
Proteção dos direitos e valorização dos povos originários e comunidades tradicionais, reconhecendo seu protagonismo na defesa dos territórios e combate à crise climática, resguardada a consulta livre, prévia e informada.
Defesa dos direitos dos animais, domésticos e silvestres, e promoção de condições adequadas de saúde pública no controle das zoonoses.
Mecanismos voltados para redução dos riscos e para construção de sistemas resilientes, para prevenção ou resposta rápida aos desastres climáticos.
Fortalecimento do sistema público de saúde para tratar dos impactos da crise climática na saúde física e mental da população, assim como a promoção de uma infraestrutura resiliente dos hospitais e postos de saúde.
Manutenção da ordem pública e da integridade física e patrimonial das pessoas, seja para prevenção ou resposta adequada a violações desses direitos em meio a desastres e eventos climáticos extremos.
Incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico, incluindo as tecnologias e saberes sociais das comunidades, que contribuam para reduzir emissões de gases de efeito estufa e promover a resiliência.
Garantia do acesso à informação, especialmente sobre gastos públicos e implementação das políticas climáticas, assim como o fortalecimento da fiscalização e de outras medidas de combate à corrupção.
Garantia de meios e capacidades para o deslocamento das pessoas e cargas, visando menos emissões de gases de efeito estufa e poluentes, considerando condições de vulnerabilidade socioeconômica, física, dentre outras.
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